Trabalho de Osmar Loss já sofre pressão no Corinthians
Trabalho de Osmar Loss já sofre pressão no Corinthians

 

Osmar Loss, consagrado nas categorias de base e então auxiliar da comissão técnica profissional desde o ano passado, foi efetivado de imediato com o aval da diretoria e de boa parte da torcida corintiana.
Aos 42 anos, o técnico dirigiu o atual campeão brasileiro e bi-paulista nas últimas quatro partidas. O período é curto, mas suficiente para o gaúcho começar a sentir a pressão do cargo e o tamanho da responsabilidade.
Até agora, sob seu comando, o Corinthians conseguiu apenas uma vitória, conquistada na marra, em cima do América-MG. As derrotas para Millonarios, Internacional e Flamengo deixaram um clima de desconfiança no ar.
Para dimensionar o tamanho do estrago, Loss já se igualou a Oswaldo de Oliveira, antecessor de Fábio Carille. Em 2016, em sua última passagem pelo clube, o técnico do primeiro título mundial do Corinthians deixou o cargo depois de sofrer a terceira derrota com o time. A diferença é que o revés fatal para Oswaldo aconteceu em seu nono jogo à beira do campo. Coincidentemente, a primeira vitória de ambos – e a única de Loss por ora – ocorreu diante do mesmo adversário: o América-MG.
Andrés Sanchez adiantou que o clube do Parque São Jorge não pretende mexer no comando técnico pelo menos até o fim do ano, e explicou que durante a pausa para a Copa do Mundo a diretoria aproveitará o momento para resolver todas as pendências da nova comissão técnica.
Apesar do respaldo do presidente, Osmar Loss se deparou com os primeiros questionamentos pertinentes a sua função. Tentando aparentar tranquilidade, o treinador se defendeu pedindo análise do desempenho da equipe nesses últimos quatro jogos.
“Acho que todas as derrotas não são legais. A gente veio aqui enfrentou em boas condições o Flamengo, que é o líder do campeonato. Vitórias aumentam a confiança, deixam a gente escolher melhor, mostram o que está dando certo. O desempenho é bom, mas o resultado não vem”, afirmou.
E é justamente aí que se aloja um dos problemas importantes. O discurso de Loss vai de encontro com a reação de boa parte dos torcedores e também dos críticos. Contra o Flamengo, por exemplo, os paulistas terminaram o jogo não só atrás no placar, como também em praticamente todos os fundamentos relevantes da disputa. O mesmo aconteceu no tropeço frente ao Internacional. Até quando venceu o Coelho, o sofrimento foi grande. A única apresentação ‘perdoada’ até agora foi contra o Millonarios, quando o Corinthians se impôs e pagou pela falta de pontaria de seus jogadores.
 

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