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O espaço é incrível: o Casarão. Questionamentos e ideologias à parte, é um deleite entrar nas várias salas do velho Casarão dos altos da Avenida Princesa Isabel. Espaços limpos e organizados, várias peças e relíquias acomodadas em perfeita organização, possível, neste momento de revitalização desse espaço privilegiado da história de Presidente Venceslau. As paredes guardam marcas de pinturas anteriores identificadas por mãos hábeis e respeitosas frente à importância do passado. O chão de grossas tábuas, em estado natural, ostentam algumas marcas dos tempos áureos em que as salas recebiam políticos e pessoas importantes e onde decisões também importantes eram tomadas. A altura do pé direito impressiona e a conformação do teto é primorosa. Os arcos da sala principal produzem uma beleza sóbria, o que se completa com os lustres históricos.
O entorno, impecavelmente capinado e ajardinado com plantas adequadas. Há uma atmosfera de cuidado e respeito por um “símbolo” da história de Presidente Venceslau, pois é assim que a maioria da população entende ser o Casarão.
Foi lá que resolvemos fazer o 1º Chá Poético da Academia Venceslauense de Letras, na atual gestão, no dia 25 de maio. Nosso tema norteador foi Mulher/Mãe, por ser mês de maio, mas democraticamente aberto a quaisquer outros assuntos.
Não foi nos moldes do tradicional Chá da Academia Brasileira de Letras, nem poderia sê-lo, pois cada grupo possui sua identidade e seu contexto, mas nos orgulhamos muito do resultado alcançado.
A presença de acadêmicos e convidados superou nossas expectativas: todos os lugares preparados foram ocupados. Entre um chá e outro, entre um quitute e outro, e um revigorante vinho quente, atingimos nosso objetivo: congraçamento entre pessoas que apreciam arte e cultura. Várias foram as participações: leituras de textos poéticos, textos em prosa, textos cômicos, dramatizações, muita música ao vivo e muita descontração. O encontro serviu também para que os acadêmicos recebessem seus distintivos, um dos pontos altos de nossa  reunião. 
O que vimos, na verdade, foi uma reunião de amigos, apreciadores de cultura, que puderam desfrutar de algumas horas prazerosas, como um “oásis” no contexto social contemporâneo, tanto no que diz respeito ao Brasil quanto aos demais países. Em se considerando as alternativas dos finais de semana venceslauense... 
O que nos cabe dessa experiência é o agradecimento. Agradecimento às senhoras  acadêmicas que viabilizaram a decoração e as decisões quanto às degustações; aos que leram textos de sua autoria ou não, nosso agradecimento por preencherem o tempo com sua arte; mas um agradecimento especial devemos aos que cantaram. Sem música a vida fica menos bela! E se a música é de qualidade e interpretada por vozes impecáveis, então, tudo fica a contento. E aos que se deslocaram de sua cidade para nos prestigiar, nosso muito obrigada!
O bom resultado desse evento nos leva a pensar em outros. Que venham outros Chás Poéticos e que mais acadêmicos e convidados se façam presentes. Pois, como disse Jorge Amado: As artes existirão enquanto o Homem existir,  pois, necessitamos de beleza tanto quanto necessitamos de pão e de liberdade!
“Algumas coisas não precisam fazer sentido. Basta valer a pena.” 
(Renato Russo: 1960 / 1996)
(*) Aldora Maia Veríssimo – Presidente da AVL – Cadeira nº 04

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