Levantamento aponta que 23 municípios da região têm risco de surto para dengue
Levantamento aponta que 23 municípios da região têm risco de surto para dengue

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira, 07, o novo LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti) com densidade larvária que oferece risco a maioria dos municípios da 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo. Dos 53 municípios, seis (11,3%) obtiveram um indicador satisfatório no levantamento, de até 0,9. O IIP (Índice de Infestação Predial); 24 deles (45,2%) ficaram em estado de alerta - entre 1 e 3,9 -, enquanto os 23 remanescentes (43,4%) apresentam risco de surto para a dengue.
Os dados foram coletados entre janeiro e 15 de março, todavia muitas das cidades realizaram novos levantamentos e registraram uma representativa diminuição na quantidade de criadouros encontrados durante as vistorias.
 De acordo com o Ministério da Saúde, o LIRAa é um instrumento fundamental para o controle do vetor das doenças dengue, zika e chikungunya. A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros predominantes.
Maiores indicadores
Na região, os maiores IIPs foram encontrados no levantamento de Lucélia (12,2), Euclides da Cunha Paulista (12,1), Panorama (9,2) e Presidente Bernardes (9,0). 
Venceslau
Conforme o Ministério da Saúde, no período em que foi registrado o levantamento, Venceslau apresentou índice de 3,8, que coloca a cidade em estado de alerta.
Em Marabá
O município de Marabá paulista apresentou índice de 2,2, que é também considerado estado de alerta. Piquerobi apresentou 3,3; Epitácio, 3,1; Caiuá, 4,7, índice que apresenta risco de surto da doença.
Municípios brasileiros
O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) indica que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya. O Ministério da Saúde alerta a necessidade de intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti, mesmo durante o outono e inverno, em todo o país. Ao todo, 5.191 municípios realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito transmissor dessas três doenças, sendo 4.933 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 258 por armadilha. A metodologia da armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.
“O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano”, alertou o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto. Segundo o secretário, a continuidade das ações é importante para manter baixos os índices de infestação, justamente para quando chegar a época de maior proliferação. “Assim será possível manter a redução do número de casos” explicou o secretário.
 

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