Crise no setor cerâmico desativa cinco empresas na região de PP
Crise no setor cerâmico desativa cinco empresas na região de PP


De janeiro a maio deste ano, cinco cerâmicas encerraram suas atividades na região Oeste Paulista. A fechamento gerou a demissão de aproximadamente 130 funcionários diretos, de acordo com informações da Incoesp (Cooperativa das Indústrias Cerâmicas do Oeste Paulista). Nos cinco primeiros meses, o número já se aproxima do total de empresas desativadas em todo o ano passado, quando oito interromperam as atividades. 
Atualmente, 80 cerâmicas estão em funcionamento na área representada pela cooperativa, que abrange Panorama, Pauliceia, Santa Mercedes, Ouro Verde, Presidente Epitácio e Regente Feijó. Entre as principais dificuldades que afetam o setor, conforme informou ontem o jornal O Imparcial, estão a queda das vendas em função da baixa demanda no ramo da construção civil, a deficiência na logística de transporte, impactada pelo aumento no preço dos combustíveis, e as altas nas contas de energia.
O consumo de energia elétrica representa no principal gasto dos empresários deste segmento e, justamente com o objetivo de minimizá-lo, a diretoria da Incoesp se reuniu com representantes da Desenvolve São Paulo (Agência Paulista de Desenvolvimento), no início do mês, para discutir um possível financiamento visando implantar um sistema fotovoltaico em cerâmicas da região.
 Conforme o presidente da cooperativa, Gildo André Cebrian Rebeschini, o objetivo da equipe é oferecer uma linha de crédito aos empresários para que possam aderir ao sistema e se tornarem autossuficientes na geração de energia elétrica, sem depender integralmente dos serviços de uma concessionária. Com isso, será possível reduzir em até 90% a conta de luz. 
Gildo esclarece que o uso deste sistema pode ser feito de forma individual ou por meio de um parque de geração, que fica responsável pela distribuição de energia. No entanto, o intuito inicial é que cada empresa adote esta alternativa de maneira autônoma. Segundo o presidente da cooperativa, o investimento varia para cada cerâmica, contudo, os valores vão de R$ 1 milhão a R$ 3 milhões, que podem ser liquidados em um período de até cinco anos. “Embora seja um montante substancial, o lucro gerado pela economia de energia paga o investimento feito”, enfatiza.
Gildo aponta que, caso a linha de crédito seja liberada, o sistema pode ser viabilizado dentro de seis meses. “Seguimos confiantes nisso, porque estamos diante de uma crise energética e sem qualquer incentivo fiscal para nos tornarmos autossuficientes”, completa. (Com O Imparcial)
 

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