Advogado é morto a tiros em seu escritório em PV
Advogado é morto a tiros em seu escritório em PV


O advogado Nilson Aparecido Carreira Mônico, 60 anos, foi morto ontem em seu escritório, na sobreloja do Edifício Pioneiro, em Presidente Venceslau. Nilson, de acordo com a polícia, foi alvejado com três tiros, sendo dois na região do tórax e outro na altura do olho esquerdo.
O crime foi cometido pelo ex-policial Wagner Oliveira Andrade da Silva, 32 anos, que foi preso em flagrante. Após matar o advogado, o ex-policial saiu em direção à praça Nicolino Rondo, momento em que foi perseguido por populares até ser capturado pela Polícia Militar nas proximidades da Prefeitura.
Quando saiu do escritório, a autor dos disparos carregava uma bolsa e a arma do crime. Na fuga, após a perseguição de populares, ele jogou a bolsa e a arma do crime, um revólver calibre .38, na calçada da praça, em frente ao parquinho infantil.
Num primeiro momento, os populares imaginaram se tratar de um assalto, até se certificarem que havia ocorrido um homicídio no escritório do advogado. Nilson chegou a ser socorrido pelo Resgate do Corpo de Bombeiros. Ele ainda respirava, mas veio a óbito ao dar entrada no Pronto-Socorro da Santa Casa de Presidente Venceslau.
Execução
O delegado Adalberto Gonini Júnior, responsável pela investigação, após coletar provas testemunhais,  disse acreditar em execução. Conforme explicou em coletiva à imprensa, Gonini contou que o autor dos disparos amordaçou a vitima e outras duas pessoas que estavam no escritório no momento do crime, sendo uma funcionária e uma cliente. “Apuramos que o autor veio para executar o advogado. Não conversou com a vítima, simplesmente amarrou, amordaçou e efetuou os disparos”, relatou.
Mandante do crime
A polícia busca um segundo elemento envolvido no assassinato e que seria o mandante do crime. Ele teria acompanhado o autor do disparo até Presidente Venceslau e aguardava a execução do crime em um Pálio, de cor preta, que tomou rumo ignorado assim que seu comparsa foi detido pela PM.
Motivação do crime
À polícia, o autor do crime disse que trabalha como segurança em uma casa noturna, na capital. Afirmou ao delegado que havia sido contratado por um homem que conheceu em seu trabalho. A princípio, viria apenas para dar um susto no advogado, para cobrar uma dívida que Nilson teria com a pessoa que o contratou.
No entanto, para o delegado, a versão contada pelo assassino não o convenceu. Gonini disse que, conforme as testemunhas do crime, o autor dos disparos sequer conversou com o advogado. “Ele veio para executar. Não conversou, não pressionou, não cobrou, simplesmente executou”, disse.
Sobre a motivação do crime, a Polícia já está levantando todos os contatos do advogado, possíveis desafetos,  com rastreamento de telefones, mensagens, e outras possibilidades. 
Gonini confirmou que autor do crime tem passagens pela polícia por receptação e porte ilegal de armas de uso restrito. Além da arma e da bolsa usada pelo criminoso, a polícia apreendeu o material usado para amordaçar o advogado e R$ 2 mil em dinheiro.

Compartilhar Google+


Comentário(s)

Publicidade









 

Siga-nos

Acompanhe o Tribuna Livre nas Redes Sociais!

Notícias Recentes

Receita do dia: Baião de Dois






1