Operação Echelon cumpre 13 mandados em unidades prisionais do Oeste Paulista
Operação Echelon cumpre 13 mandados em unidades prisionais do Oeste Paulista


Nesta quinta-feira, 14, operação conjunta, denominada “Echelon”, foi deflagrada pela Polícia Civil do Estado de São Paulo. A ação visa desarticular uma célula do PCC, facção que age dentro e fora dos presídios. Deveriam ser cumpridos nesta quinta 75 mandados de prisão e 59 de busca e apreensão em 14 estados. 
Na região, conforme a Polícia Civil, deveriam ser cumpridos 13 mandados de prisão preventiva por participação em organização criminosa em quatro unidades prisionais do Oeste Paulista.
 A ação está sendo realizada em conjunto com o Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), e Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).
Na região, conforme o delegado Everson Contelli, são nove mandados na Penitenciária “Maurício Henrique Guimarães Pereira”, a P2 de Presidente Venceslau, dois na Penitenciária de Pacaembu, um na Penitenciária de Martinópolis e um na Penitenciária de Junqueirópolis
As investigações começaram a partir de trechos de manuscritos encontrados nos esgotos da P2 de Presidente Venceslau, por agentes penitenciários. A Polícia Civil identificou sete líderes e confirmou a existência da célula “sintonia de outros estados e países”.
As investigações identificaram a participação de 103 pessoas na célula da facção que age dentro e fora dos presídios. O grupo investigado é responsável por acirrar disputa entre facções no país, elevando o número de assassinatos.
Os criminosos teriam assumido as funções da “sintonia” quando os líderes da organização criminosa ficaram isolados no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), em 2016, em decorrência da operação Ethos, que revelou esquema envolvendo advogados da facção.
Alguns, por já estarem presos, terão mandados cumpridos nas prisões onde estão.
“A deflagração da operação também tem por finalidade investigar o envolvimento em outros homicídios e desaparecimentos de pessoas em todo o país, a partir de um domínio único dos líderes da organização que engendraram o esquema criminoso. Durante as investigações, foram apreendidas mais de uma tonelada de drogas e preso, no aeroporto de Guarulhos, quando retornava da Bahia, em maio, um dos líderes dessa célula criminosa que autorizava mortes quase que diariamente”, segundo a polícia.

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