Ataques de escorpião crescem 13,34% na região, diz DRS-11
Ataques de escorpião crescem 13,34% na região, diz DRS-11

Conforme o Departamento Regional de Saúde, o DRS-11, neste ano, o número de acidentes por animais peçonhentos já supera em 7,84% o total contabilizado em todo o ano passado nos GVEs (Grupos de Vigilância Epidemiológica) de Presidente Prudente e Presidente Venceslau, que, juntos, atendem os 45 municípios de sua jurisdição.
De acordo com dados atualizados pela Secretaria de Estado da Saúde, em 8 de novembro, foram catalogados 1.529 casos em 2017, número que saltou para 1.649 de janeiro a outubro deste ano. Entre as ocorrências, estão ataques de origem ignorada ou não apontada, serpentes, aranhas, lagartas, abelhas e escorpiões, sendo estes aracnídeos os responsáveis pela maior quantidade de notificações nos dois períodos. No ano passado, houve 1.349 situações, ao passo que, neste ano, já são 1.529, o que corresponde a uma evolução de 13,34%.
De acordo com o gerente do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) – órgão que atua no controle da população dos aracnídeos em Presidente Prudente –, João Henrique Artero de Carvalho Leite, a diminuição da incidência de picadas de escorpiões só é possível a partir de medidas preventivas que eliminem as condições favoráveis ao abrigo e alimentação destes animais nos imóveis, sobretudo nas épocas do ano que em há a alta das temperaturas e aumento das chuvas. Ele explica que o CCZ segue as recomendações preconizadas pelo Ministério da Saúde, que consistem em não deixar acumular entulhos nos quintais, jardins e terrenos; armazenar o lixo em sacos plásticos fechados para evitar baratas e outros insetos que sirvam de alimento para os escorpiões; e mudar periodicamente de lugar materiais de construção, lembrando-se sempre de proteger as mãos com luvas grossas na realização deste trabalho.
João Henrique aponta ainda a necessidade de retirar de paredes e muros plantas ornamentais densas, arbustos e trepadeiras; não atear fogo em terrenos baldios, pois desalojam os escorpiões e outras pragas urbanas; e manter conservado qualquer lote vazio situado a cerca de dois metros das redondezas dos imóveis ocupados. Enquanto houver a infestação, ele aconselha que a população tenha cautela no manejo de calçados, roupas, toalhas e roupas de cama antes de usá-los; faça a limpeza periódica de ralos de banheiro, cozinha e caixas de gordura; mantenha camas e berços afastados, no mínimo, 10 centímetros da parede; e evite que lençóis toquem o chão. “É preciso ainda fechar frestas em móveis e rodapés para que não sirvam de esconderijo e usar telas nas aberturas dos ralos, pias e tanques”, menciona.
Pontos de distribuição
Em relação ao atendimento dos casos, a região dispõe, atualmente, de 14 localidades que fazem a oferta do soro antiescorpiônico. Na área de cobertura do GVE de Prudente, que atende 24 cidades, o tratamento é disponibilizado na Santa Casa de Misericórdia e no HR (Hospital Regional) Doutor Domingos Leonardo Cerávolo, em Prudente; e nos hospitais ou santas casas de Iepê, Martinópolis, Rancharia e Santo Anastácio. Já no domínio do GVE de Venceslau, que engloba 21 municípios, o fornecimento é realizado pelos hospitais ou santas casas de Dracena, Junqueirópolis, Mirante do Paranapanema, Panorama, Venceslau, Presidente Epitácio, Rosana, Teodoro Sampaio e Tupi Paulista.
Segundo a enfermeira do GVE de Prudente, Maria Inês Ragni Pacheco, o soro é distribuído em pontos estratégicos da região, de modo que os moradores de cada município consigam se deslocar em menos de duas horas para receber a assistência necessária. O tratamento, contudo, só é ministrado para a vítima cujo ferimento tenha evoluído para estado grave e pacientes prioritários, como crianças, idosos e alérgicos. Nas demais faixas etárias, o aconselhado é que o indivíduo procure inicialmente uma unidade de saúde para que o médico faça a avaliação e veja qual o procedimento mais indicado: o encaminhamento para o soro ou a simples medicação. “O ideal é que todas as vítimas procurem o atendimento médico em menos de três horas para evitar que o caso se agrave”, pontua. 
(Com O Imparcial)

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