Polícia Civil de Presidente Venceslau fornece detalhes sobre prisão de mutilador de órgão
Polícia Civil de Presidente Venceslau fornece detalhes sobre prisão de mutilador de órgão

A Polícia Civil de Presidente Venceslau convocou uma coletiva nesta sexta-feira, 11, na Delegacia Seccional, para dar detalhes sobre a prisão do mutilador de órgão genital. Na coletiva, os delegados Everson Contelli, titular do Necrim (Núcleo Especial Criminal), Adalberto Gonini Júnior, titular da DISE (Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes), e Éllisson Yukio Hasai, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), expuseram como se deu o trabalho de investigação até a prisão do autor dos crimes.
Representando o delegado seccional de Polícia, Mauro Shiguetoshi Chiyoda, ausente na coletiva, Everson abriu a entrevista. Informou que o autor das mutilações está preso na P1 de Presidente Venceslau “por prática de lesão corporal, de natureza gravíssima”.  
Em seguida, passou a palavra para o delegado Éllisson, que forneceu detalhes da investigação. Segundo Éllisson, o ponto de partida para o trabalho policial foi obtenção de imagens que pudessem identificar a autoria e também o depoimento de testemunhas.
Afirmou que os crimes, registrados no dia 31/12, não ocorreram nos locais onde as duas primeiras vítimas foram socorridas. 
Também afirmou que, num primeiro momento, em razão do estado de saúde e embriagues das vítimas, a polícia não conseguiu detalhes que pudessem identificar o agressor. No entanto, numa das imagens colhidas nas proximidades da praça da Matriz, corroborada por depoimento de testemunhas, foi possível fazer a identificação do suspeito. Na imagem em questão o agressor é visto ao lado de uma das vítimas no momento em que foi comprar cerveja num estabelecimento comercial.
De posse do apelido do agressor, conhecido por “Drica”, a polícia avançou na investigação, obtendo informações sobre suas qualificadoras e endereço de residência do suspeito. 
Éllisson afirmou que a polícia reforçou ainda mais a suspeita quando apareceu a terceira vítima, que estava recebendo atendimento na Santa Casa, no último dia 04. A polícia esteve no hospital, mostrou foto e imagens do suspeito para a vítima, que naquele momento recebia atendimento médico, e ela não teve dúvida em apontar “Drica” como a pessoa que tentou mutilar seu órgão genital. O delegado contou que a mutilação só não ocorreu na totalidade devido a reação da vítima, que conseguiu se desvencilhar no momento da agressão. 
Com base no reconhecimento pela vítima do agressor, a polícia formalizou junto à justiça o pedido de prisão preventiva e de busca e apreensão na residência de “Drica”. Com a prisão do suspeito, a terceira vítima fez novo reconhecimento e confirmou a autoria do crime.
Prisão
“Drica” é Wellington Carlos Oliveira, 43 anos. Conforme explanou o delegado Adalberto Gonini Júnior, ele gozava de benefício de progressão de pena e estava em liberdade depois de ter sido condenado a treze anos de reclusão por dois crimes sexuais: o primeiro contra o adolescente de 14 anos, em Araraquara, e o segundo, contra um menino de 6 anos, em Indaiatuba. Ele vinha cumprindo pena na P1 de Venceslau. Quando deixou a prisão no início do ano passado, permaneceu em Venceslau e vinha realizando serviço de faxina em residências na cidade. Ele também fazia “bico” como cabeleireiro e de cozinheiro.
Gonini contou que “Drica” foi preso em um pequeno hotel de Venceslau. No primeiro depoimento após a prisão, negou a autoria dos três crimes. Depois admitiu ter frequentado os locais onde estavam as vítimas, ao ver as imagens mostradas pela polícia.
Nesta quinta-feira, 10, já detido na P1, em novo depoimento à polícia, “Drica” confessou que seria o autor das mutilações, no entanto alegou que não se lembrava devido seu estado alcóolico. Disse à polícia que, no dia seguinte aos fatos, acordou e encontrou os dois órgãos genitais das vítimas ao lado do seu colchão. Contou que os colocou num saco junto com as roupas que vestia na ocasião. O saco foi recolhido pela coleta de lixo dois dias depois do crime, informou o delegado.
Conforme Gonini, para mutilar as vítimas, “Drica” usou uma tesoura de uma das residências em que realizava faxina. A polícia localizou a tesoura. 
Gonini afirmou ainda que a perícia conseguiu colher sangue na residência do autor. O material já foi encaminhado para confrontar com sangue colhido das vítimas para reconhecimento de DNA.
A polícia assegurou que “Drica” agiu sozinho e que o caso está esclarecido. “Drica”, além de perder a progressão de pena, poderá ser condenado de 2 a 8 anos por cada crime que cometeu.
O inquérito já foi concluído e será encaminhado para a justiça.

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