Na região, Pres. Venceslau está entre as 25 cidades onde os gastos superam as receitas
Na região, Pres. Venceslau está entre as 25 cidades onde os gastos superam as receitas


Na 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo, cuja sede é Presidente Prudente, 47% dos municípios, ou seja, 25 dos 53 abrangentes, entre eles, Presidente Venceslau, estão gastando mais do que arrecadam. Os dados são da 13ª edição do Anuário Multicidades, ano 2018, que tem como base a análise municipal do ano de 2016. Realizada pela FNP (Frente Nacional de Prefeitos) e Aequus Consultoria, o levantamento busca verificar o gasto social das localidades.
Na soma das administrações municipais da região, o ano fomentou uma receita de R$ 2.447.946.095,75, contra R$ 2.498.565.244,34 em gastos públicos. O montante diz respeito a 49 dos 53 municípios da RA, pois quatro não tiveram informações disponíveis. Na ponta do lápis, as 25 cidades que ficaram em saldo negativo, juntas, produzem um déficit que chega a R$ 90.194.054,78. Além de Venceslau, fazem parte desta lista os municípios de Álvares Machado, Anhumas, Caiuá, Dracena, Emilianópolis, Estrela do Norte, Euclides da Cunha Paulista, Flora Rica, Flórida Paulista, Iepê, Martinópolis, Monte Castelo, Nova Guataporanga, Ouro Verde, Panorama, Pirapozinho, Pracinha, Presidente Bernardes, Presidente Prudente, Rancharia, Regente Feijó, Santo Anastácio, Tarabai e Teodoro Sampaio.
Em relação a Presidente Venceslau, o prefeito Jorge Duran disse ao jornal “O Imparcial” que o ano analisado foi muito afetado com a inflação, o que prejudicou a possibilidade de fechar a conta sem déficit. “Infelizmente não estamos conseguindo cobrir mesmo, porque as demandas têm sido superiores às receitas que entram”, explicou.
Ainda de acordo com Duran, existe um discurso de melhoras na economia, mas não tem como sentir, pois a sensação exata é de que está estagnada. Para ele, um dos problemas que ocasiona a despesa ser maior que a verba arrecadada se dá pelo fato de que, muitas vezes, os municípios precisam suprir interseções que são referentes às esferas estaduais e federais, tudo para não deixar a população na mão. “Eu acho que se cada um fizesse sua parte, exercesse as suas responsabilidades legais e constitucionais, tudo se adequaria”, argumentou.
Saúde e educação
Contudo, entre gastos e receitas, existem áreas prioritárias para os governos. Ainda de acordo com o anuário, os municípios brasileiros têm se preocupado em investir, de forma frequente, na saúde e educação como prioridades. Na soma geral, a primeira tem uma destinação de R$ 585.919.200,06, na região, e a segunda R$ 674.439.527,16.  Respectivamente, elas significam 23,4% e 26,9% dos gastos, isto é, as duas são metade das despesas.
No que diz respeito às prioridades, Duran afirmou ao jornal prudentino que saúde e educação sempre foram as áreas prioritárias, além de serem necessárias. Ele entende que as áreas fomentam a maior parte dos pedidos e interseções da população, e reiterou que o munícipio age ainda mais, por conta da “omissão de responsabilidades governamentais”. (Com O Imparcial)

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