Troca de presos em penitenciária de PV foi necessária para evitar ‘rebeliões’
Troca de presos em penitenciária de PV foi necessária para evitar ‘rebeliões’


Conforme o portal UOL, a troca de presos feita entre os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, na semana passada, ocorreu para se evitar uma “guerra declarada”, que foi detectada por órgãos de inteligência da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) de São Paulo.
A SAP informou ao portal UOL que, se não houvesse a identificação e a troca (que levou 90 membros do Comando Vermelho) para o Rio de Janeiro e trouxe 67 integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) a São Paulo, “poderia haver assassinatos violentos de presos dentro dos estabelecimentos penais”, a exemplo do que ocorreu no início de 2017 em penitenciárias do Norte e Nordeste do Brasil.
Conforme a SAP, a identificação dos presidiários se deu em outubro do ano passado. Havia 90 homens que seriam integrantes do CV na Penitenciária de Presidente Venceslau. O presídio detém parte da cúpula do PCC. No mesmo mês de 2016, a SAP determinou a transferência dos 90 para o presídio de Florínea (SP).
No entanto, através de informações obtidas pela SAP, foi concluído que de forma alguma poderiam permanecer em estabelecimentos penais paulistas, pois a qualquer hora poderiam ser atacados e assassinados, informou a SAP em nota.
Os 90 presidiários foram identificados como pertencentes ou simpatizantes do CV por três aspectos: identificação por análise de tatuagens; verificação de prontuários penitenciários para saber se nasceram no Rio e/ou que cumpriram pena em prisões cariocas e, por último, identificação através de sotaque.
Em abril deste ano, secretários de SP e Rio se reuniram e decidiram trocar os membros fluminenses detidos em São Paulo com os integrantes paulistas detidos no Rio. Juízes dos dois Estados aprovaram a troca.
Inicialmente, a ideia era fazer a troca via terrestre, com carros de polícia de ambos os Estados. No entanto, a Inteligência da segurança entendeu que “poderia trazer  uma série de riscos”. O ministro da Justiça, Torquato Jardim, autorizou o Depen (Departamento Penitenciário Nacional) a arcar com as despesas de transporte através de um avião da FAB (Força Aérea Brasileira).

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