Advogados de Rosane Malta pedem prisão de Fernando Collor por atraso de pensão
Advogados de Rosane Malta pedem prisão de Fernando Collor por atraso de pensão

Collor tem, por determinação judicial, até o primeiro dia útil do mês para depositar o valor de cerca de R$ 28 mil para Rosane. O que não aconteceu. “Tenho meus compromissos e já vou ter que arcar com os juros este mês”, reclama a ex-primeira-dama do Brasil. Os advogados de Rosane entram hoje com o pedido de prisão de Fernando Collor.
A guerra pela pensão se arrasta há 12 anos, desde que os dois se divorciaram. Tanto que o senador pode se ver obrigado a destinar metade de seu salário no Senado Federal para abater a dívida de pensão alimentícia que tem com a ex-mulher desde 2005. Ou seja, dos R$ 33.763 brutos que Collor recebe mensalmente, R$ 16.881,50 seriam depositados na conta da ex. A dívida do político com Rosane já é de quase R$ 1 milhão.
No início de outubro, foi julgado no Tribunal de Justiça de Alagoas o recurso de Fernando Collor contra a decisão que penhorou valores (R$ 15.831,78) da conta do ex-presidente para a quitação da dívida. Três desembargadores julgaram o recurso de Collor e entenderam que a penhora era devida. Como os bens e contas do senador estão bloqueados, porque ele está sendo investigado na Operação Lava-Jato, ficou determinado que o que fosse encontrado em sua conta-corrente fosse depositado em juízo.
A pensão de Rosane Malta, ex-Collor, afixada pela Justiça na época da separação, em 2005, de 30 salários mínimos por mês (algo em torno de R$ 28 mil) está sendo paga religiosamente desde que ela entrou com um recurso. “Ele me deve anos de pensão. Se não pagar mensalmente, vai preso. Eu estou pedindo os retroativos com todas as correções e juros”, enumera Rosane, que ainda tem direito a imóveis e dois carros.

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