Bolsonaro diz que há tentativa de assassinar sua reputação
Bolsonaro diz que há tentativa de assassinar sua reputação


O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e seus três filhos que exercem mandato se manifestaram em redes sociais nesta segunda (8) sobre reportagens da Folha de São Paulo relativas à multiplicação do patrimônio da família e ao recebimento de auxílio-moradia. De acordo com o pré-candidato à Presidência da República, está em curso “a maior campanha de assassinato de reputação” da história recente.
O jornal enviou na semana passada 32 perguntas aos quatro parlamentares, mas não houve resposta.
Em suas redes sociais, Bolsonaro e os filhos criticaram o jornal, cobraram reportagens com foco em seus concorrentes e afirmaram haver um complô entre adversários e órgãos de imprensa.
As manifestações, porém, não abordam quase nenhum dos pontos relatados nas reportagens. Elas mostraram que Bolsonaro e seus filhos com mandato multiplicaram o patrimônio na política, chegando a ter 13 imóveis em pontos valorizados do Rio e de Brasília, com valor de mercado de pelo menos R$ 15 milhões.
A Folha mostrou também que o presidenciável e seu filho Eduardo, também deputado federal, recebem R$ 6.167 por mês de auxílio-moradia da Câmara, mesmo tendo apartamento próprio em Brasília.
“O Brasil vive a maior campanha de assassinato de reputação de sua história recente protagonizada pela grande mídia. Chega a ser cômico, com tanto escândalo e crime dentro da política, a pauta são minhas ações lícitas. Escolheram viver no mundo da fantasia onde eu seria o mau”, escreveu Jair Bolsonaro no Twitter.
“A Folha de SP, mais vez, mesmo com todo meu patrimônio declarado no IR, parte para a calúnia”, disse em um deles. Em outro, afirmou: “A realidade é dura para meus adversários. Precisam se conter em apontar pra mim e me chamar de bobo e feio, enquanto suas opções são bandidos, criminosos, mau caráter, corruptos, canalhas, desonestos, e por aí vai.”
Bolsonaro está em segundo lugar na corrida presidencial, segundo a última pesquisa do Datafolha.
No final da tarde, ele publicou um vídeo de 2016 com a legenda “minha declaração sobre patrimônio em 2016”, em que usa como defesa o fato de o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot ter arquivado uma denúncia anônima sobre sua declaração de bens de 2014.
Conforme relatado pela Folha no domingo, em 2015 a PGR recebeu uma denúncia questionando os valores de imóveis informados por Bolsonaro à Justiça Eleitoral.
Apenas tendo ouvido a defesa do presidenciável, Janot arquivou o expediente dizendo que os valores eram os mesmos declarados no IR e que a denúncia não trazia elementos mínimos de ilícito.
As duas casas objetos da denúncia foram adquiridas em 2009 e 2012 por preço declarado de R$ 900 mil, sendo que o valor de mercado à época das respectivas aquisições, segundo a Prefeitura do Rio, era de R$ 3 milhões. Em uma, a ex-proprietária declarou ter comprado a casa, feito reformas e a vendido a Bolsonaro quatro meses depois com prejuízo de R$ 180 mil em relação ao que havia pago. 

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