Em Brasília, Geraldo Alckmin propõe medidas sobre Segurança Pública
Em Brasília, Geraldo Alckmin propõe medidas sobre Segurança Pública

 

O governador Geraldo Alckmin participou nesta quinta-feira (1º), no Palácio do Planalto, em Brasília, da reunião que tratou dos esforços em prol da Segurança Pública no Brasil.
Foram convidados pelo presidente da República, Michel Temer, todos os governadores, ministros, os presidentes do Senado, Eunício Oliveira, e da Câmara, Rodrigo Maia, além da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia.
“Foi um passo inicial, mas um primeiro passo na direção correta, pois não pode haver um sistema de segurança bom sem um sistema penitenciário eficiente”, destacou Alckmin, que propôs três alternativas sobre o tema durante o encontro.
“Sugeri que se dê prioridade à questão do detento que está em cadeia de Distrito Policial. A medida mais eficiente para melhorar a investigação é não ter encarcerado em Distrito Policial, além de construir os centros de detenção penitenciária, para presos provisórios. Indiquei também as ações da Agência Nacional de Inteligência. Nosso problema são os tráficos de droga e de arma”, acrescentou o governador paulista.
Recursos
O presidente da República reforçou a necessidade de união no combate à criminalidade. Temer ressaltou que os recursos liberados em 2017 pela União para a construção de penitenciárias ainda não foram totalmente utilizados e estão novamente à disposição dos estados. “Todos sabemos que o sistema penitenciário está lotadíssimo. Precisamos tentar desafogá-lo”, disse.
Embora reconheça a complexidade do tema, Alckmin definiu o programa de segurança e a disponibilidade de financiamento pelo BNDES, anunciado hoje pelo governo federal, como um caminho na direção correta para a melhoria do sistema penitenciário.
De acordo com o governador Geraldo Alckmin, as ações conjuntas e de inteligência são fundamentais para a efetividade das ações no setor.
“Com 17 mil quilômetros de fronteira seca, é dificílimo enfrentar a situação, a não ser com tecnologia, informação, inteligência e uma ação diplomática supranacional. O crime hoje ultrapassa as fronteiras. Precisamos discutir o modelo institucional, trazendo o governo local. Polícia também é sempre ação no território”, completou.

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