Pontal tem débito ambiental de 70 mil hectares
Pontal tem débito ambiental de 70 mil hectares


De acordo com o IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas), a região do Pontal do Paranapanema conta com débito ambiental de quase 70 mil hectares, o que equivale duas vezes ao tamanho do Parque Estadual Morro do Diabo.
Os dados fazem parte de estudo realizado pelo instituto, a partir de iniciativa do MPE (Ministério Público Estadual), com mapeamento da região do Pontal do Paranapanema desde 2008. Através do Mapa de Adequação Ambiental, a intenção do estudo foi fazer um raio x das áreas prioritárias para o reflorestamento local. As ações já saíram do papel, uma vez que anualmente o IPÊ tem reflorestado entre 300 e 400 hectares.
De acordo com o pesquisador Laury Cullen, dentre a metodologia aplicada para avaliar se a área está ou não dentro do que é considerado o débito florestal, está o cumprimento das leis ambientais, que diz, por exemplo, que cada propriedade deve ter no mínimo 20% da cobertura em reserva legal, além de contar com uma área de floresta, em média, de 30 metros ao longo dos cursos de água ou 50 metros em torno das nascentes. Laury menciona ainda o estudo por meio de satélites que permitem comparar as áreas ao longo dos anos.
Segundo ele, a demanda surgiu do próprio MPE, em 2008, quando a intenção era a de ter uma visão futura da região e que, com isso, pudesse ser resgatado o passivo ambiental. “O Pontal do Paranapanema tem uma história de desmatamento muito triste, mas isso vem desde os anos 1940 e 1950, não é algo que teve início agora. Por isso, a importância de devolver aos espaços as florestas”, esclarece.
Laury lembra ainda que todas as áreas de restauração são reservas legais, bem como áreas de preservação permanente, e que o estudo sugere e recomenda a volta das florestas para a região. “Tem muita área boa para restauração no Pontal do Paranapanema, por isso resolvemos fazer o estudo e mapeamento. Dá trabalho, pois precisamos ir de propriedade em propriedade para entender cada situação, mas estamos satisfeitos, já que o projeto tem saído do papel”.
Os resultados, conforme Laury, estão ligados ao replantio que o IPÊ já começou a fazer, quando tem reflorestado anualmente entre 300 e 400 hectares, em conjunto com parceiros dos setores provados e públicos, inclusive com o repasses de verbas, já que o débito ambiental com a região tem uma área expressiva. O pesquisador lembra ainda que anualmente o mapa é atualizado junto com a evolução da lei e ajustes com os proprietários rurais.
“O mais interessante é que esse mapa não atrapalha o desenvolvimento regional, pelo contrário, ele proporciona saúde ambiental, melhores serviços ecossistêmicos, produção de capital natural e não atrapalha o setor da pecuária ou sucroalcooleira, mas adequa ambientalmente e produtivamente esses terrenos”. 
De acordo com o pesquisador, o Pontal do Paranapanema tem o maior corredor ecológico implantado na mata atlântica paulista. Dentre os fatores que contribuíram, segundo ele, está o mapeamento do IPÊ. Por fim, Laury ressalta que o trabalho deve durar “muito tempo”, entre 10 e 15 anos, justamente por causa do débito grande que a região apresenta junto ao reflorestamento. 
(Com O Imparcial)

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