Setor sucroalcoleiro da região de Prudente perde mil vagas de emprego em 2017
Setor sucroalcoleiro da região de Prudente perde mil vagas de emprego em 2017

Somente em 2017, aproximadamente 1 mil vagas de emprego foram fechadas na área sucroalcooleira na região de Presidente Prudente. 
O levantamento foi divulgado pelo gerente regional do Fiesp/Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Wadir Olivetti. 
Segundo ele, o número representa uma redução de quase 9% na quantidade de carteiras de trabalho assinadas. A causa principal do fechamento é a finalização dos trabalhos de mais duas empresas do setor no entorno.
Nos últimos oito anos, oito usinas fecharam as portas na região de Prudente, sendo seis até o final de 2014 e mais duas nos anos seguintes. 
Na verdade, os fechamentos dizem respeito à Usalpa - Alta Paulista Indústria e Comércio Ltda, de Junqueirópolis, e Cia. Flórida - Flórida Paulista Açúcar e Etanol, de Flórida Paulista, que já veio de um antigo fechamento - antiga Floralcoool -, teve recuperação, mas novamente não suportou.
Foram cerca de 800 demissões: 250 da Cia Flórida e 550 da Usalpa. Os dados mostram uma crise no setor desde 2010.
E com isso, muitos foram para fora da região, migraram de setor ou permaneceram estagnados. 
No cenário atual, 13 usinas operam na região, mas duas não efetuam a moagem da cana, sendo elas a Usina Santa Mercedes Açúcar e Álcool Ltda., em Santa Mercedes, e a Odebrecht Agroindustrial - Unidade Alcídia, de Teodoro Sampaio. Está última, por sua vez, não fez mais safra desde 2015, mas já busca parceiros para que em 2019 isso aconteça.
O que abre espaço para outra discussão, que é o caso da produção de cana-de-açúcar. O gerente do Fiesp/Ciesp destaca que a região ainda é menor, em comparação com outras áreas. “Prudente produz em média 180/190 toneladas por dia, enquanto Ribeirão Preto (SP) tem a média de 300 toneladas, por exemplo. A gente justifica isso pelo solo arenoso existente aqui”, afirma. E se por um lado não há produção, não tem lucratividade, o que fomenta para o fechamento, conforme ainda considerado por Wadir.
“As usinas que sobraram na região parece que estão sólidas. Com isso, a gente espera que, ao longo dos tempos, a produtividade melhore”, afirmou. 

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