MST volta a promover ocupação de terras no Pontal do Paranapanema
MST volta a promover ocupação de terras no Pontal do Paranapanema

 

Na manhã de sexta-feira, 13, cerca de 100 sem terra ocuparam a sede da Fazenda Santa Cruz, no município de Mirante do Paranapanema. Conhecida como Curata (nome do antigo dono), a fazenda possui 1.400 hectares de terras devolutas e é a última área do 11º perímetro que ainda não foi transformada em assentamento de reforma agrária.
A partir da década de 1960, o Pontal do Paranapanema foi dividido em 34 perímetros de terras (identificadas como devolutas e não devolutas). O 11º Perímetro, que engloba os municípios de Mirante do Paranapanema e Teodoro Sampaio, possui em torno de 60 mil hectares de terras, sendo que cerca de 40 mil hectares já são assentamentos de reforma agrária.
De acordo com o geógrafo Gabriel Gonçalves, “as terras do Pontal do Paranapanema vêm de um longo histórico de lutas e ações governamentais que pendularam de atribuídas e não atribuídas à reforma agrária. Os 34 perímetros da região - discriminados e não discriminados - catalisaram todo o conflito agrário no Pontal, sobretudo, com a vagarosidade favorável ao grilo”, afirmou.
O MST reivindica a fazenda desde 1995 e já ocupou a área por mais de 20 vezes, sendo a última ocupação em 2016. Deste histórico de lutas, 411 hectares (aproximadamente 30% da fazenda) já foram conquistados para assentamento. 
“Com essa nova ocupação, seguiremos na luta para transformar toda essa área em assentamento. As terras devolutas do Pontal não servirão mais a apenas algumas famílias de latifundiários e grileiros. Reivindicamos que o restante da fazenda Curata também seja destinado à reforma agrária”, afirma Marisa Luz, da direção estadual do MST.
Dados do DataLuta apontam que somente no município de Mirante do Paranapanema existem 35 assentamentos que englobam em torno de 35 mil hectares de terras. Mais de 1.500 famílias vivem nessas terras.
A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, que além de rememorar os 22 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, denuncia a paralisação da reforma agrária, a criminalização dos movimentos sociais e pede, também, a liberdade do ex-presidente Lula e a investigação do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

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