Balanço boi gordo: preço médio cai 3% em maio, diz Cepea

A compra de lotes menores de animais, em preços mais baixos, somada ao recuo da indústria após aquisições de volumes maiores, exerceu pressão baixistas sobre os valores da arroba do boi gordo em maio, segundo informações contidas no relatório mensal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgado essa semana.
Entre 30 de abril e 31 de maio, o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 caiu 1,16%, fechando a R$ 153,15. Quando considerada ao preço médio mensal de maio, de R$ 152,75, foi quase 3% inferior ao valor médio de abril, mas 2% acima do preço médio de maio de 2018, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI).
Traseiro x dianteiro 
No acumulado de janeiro a maio de 2019, o traseiro bovino registrou desvalorização de 12% no mercado atacadista da Grande São Paulo, para R$ 12,25/kg, à vista, em relação ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, na mesma base de comparação, o preço do dianteiro apresentou expressiva alta de 20%, para R$ 9,17/kg, à vista, de acordo com o Cepea.
“O dianteiro é a carne mais exportada pelo Brasil e, por ser mais barata, é também a mais consumida internamente, sobretudo no primeiro semestre, quando grande parte da população está financeiramente restrita (devido a gastos extras), o que justifica sua valorização neste período do ano”, observa o relatório.
Já o traseiro, continua informativo do Cepea, é exportado para nichos de mercado e registra aquecimento na demanda internacional e também na doméstica a partir da segunda metade do ano, especialmente no último bimestre, devido ao maior poder de compra da população, contexto que favorece a alta nos preços desse corte.


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