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Dino autoriza PF a acessar dados de operação contra produtora de Dark Horse

ResumoO ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a Polícia Federal a acessar dados de operação da Polícia Civil de São Paulo contra Karina Ferreira da Gama, produtora do filme 'Dark Horse'. O material pode reforçar investigação sobre uso de emendas parlamentares no longa. A decisão amplia o alcance da apuração federal sobre possíveis irregularidades financeiras.

O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a PF a acessar dados de operação da Polícia Civil de SP contra Karina Ferreira da Gama, produtora de 'Dark Horse'. Material pode reforçar apuração sobre uso de emendas no longa.

Antônio Vilar
Antônio Vilar Repórter de economia local · 25 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Dino autoriza PF a acessar dados de operação contra produtora de Dark Horse

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o compartilhamento com a Polícia Federal de dados apreendidos em uma operação da Polícia Civil de São Paulo contra Karina Ferreira da Gama, produtora envolvida no filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. A decisão atende a pedido da PF e permite que o material seja incorporado ao inquérito que apura se recursos públicos de emendas parlamentares foram usados no financiamento do longa. A informação foi publicada pela coluna de Bela Megale, do jornal O Globo.

A operação, realizada em junho pela Polícia Civil paulista, teve como alvo Karina, sua ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Go Up Entertainment, produtora responsável por "Dark Horse". Embora a investigação conduzida em São Paulo tenha foco distinto do inquérito da Polícia Federal, os dados coletados nas buscas poderão ser usados pela PF para aprofundar a apuração sobre a origem dos recursos ligados à produção do filme.

O objetivo dos investigadores é verificar se verbas públicas destinadas a entidades relacionadas ao projeto foram desviadas para bancar o longa sobre Bolsonaro. A operação da Polícia Civil de São Paulo investigou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos em um contrato firmado entre o Instituto Conhecer Brasil e a Prefeitura de São Paulo. Durante a ação, foram realizadas buscas nas sedes do ICB e da Go Up Entertainment, além de dois endereços residenciais de Karina Ferreira da Gama.

O caso também envolve emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas ao filme. De acordo com a coluna, cinco parlamentares aparecem no contexto da apuração, entre eles o deputado federal Mário Frias, que destinou R$ 2 milhões em emendas, em 2024, à ONG de Karina. A Polícia Federal investiga se esses recursos, originalmente direcionados a entidades relacionadas ao projeto, teriam sido utilizados para financiar a produção cinematográfica.

O compartilhamento dos dados apreendidos pela Polícia Civil paulista amplia o conjunto de informações à disposição dos investigadores federais. Em maio, Mário Frias afirmou que as emendas indicadas por ele ao Instituto Conhecer Brasil não foram direcionadas à produção do filme sobre Bolsonaro.

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