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PF não vê indício de crime de blogueiro Luís Pablo em matéria contra Dino

ResumoA Polícia Federal não identificou indícios de crime de violação de sigilo funcional pelo jornalista Luís Pablo em matéria contra o ministro Flávio Dino, do STF. O relatório da PF concluiu que as publicações analisadas não configuram ilícito penal. A apuração sobre o blogueiro foi encerrada sem recomendação de indiciamento.

A Polícia Federal afirmou em relatório que não encontrou indícios de crime de violação de sigilo funcional cometido pelo jornalista Luís Pablo, alvo de apuração relacionada a publicações contra o ministro Flávio Dino, do STF.

Marisa Quental
Marisa Quental Repórter de cotidiano · 25 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
PF não vê indício de crime de blogueiro Luís Pablo em matéria contra Dino

A Polícia Federal afirmou em relatório que não encontrou indícios de crime de violação de sigilo funcional cometido pelo jornalista Luís Pablo, alvo de apuração relacionada a publicações contra o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, que integra investigação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, conclui que não é possível "apontar com máxima certeza" que Luís Pablo tenha recebido dinheiro para publicar reportagens contra Dino.

A investigação teve origem em reportagens publicadas por Luís Pablo sobre suposto uso irregular de carros oficiais por Flávio Dino e familiares no Maranhão. O jornalista já havia sido alvo de busca e apreensão em março, após a divulgação dessas publicações.

O caso envolve uma operação autorizada por Moraes contra pessoas apontadas pela PF como possíveis fontes do jornalista. Na semana passada, Moraes determinou busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão, e Diogo Diniz Lima, advogado e ex-secretário de Urbanismo e Habitação de São Luís.

No relatório, a PF registra a existência de um depósito de R$ 100 mil ligado a Diogo Lima e Luís Pablo, mas afirma que os elementos analisados não permitem concluir que o valor tenha relação com atividade jornalística. O documento detalha que o montante foi recebido na conta de outra pessoa, Danilo Cutrim Bezerra, e que "não é cabível apontar com máxima certeza" que se trate de pagamento destinado a matérias jornalísticas.

A PF afirma ainda que os R$ 100 mil identificados foram usados em uma operação relacionada à compra de um imóvel rural de R$ 461 mil, quitado por Luís Pablo. A corporação, no entanto, ressalta que ainda há lacunas sobre a real motivação do depósito. O relatório, portanto, mantém em aberto a natureza da transação, sem vincular o valor a qualquer crime.

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