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Bancários paralisação nacional de 24 horas nesta quinta

ResumoA paralisação nacional de 24 horas dos bancários ocorre nesta quinta-feira (20) e afeta bancos públicos e privados em todo o Brasil. A Contraf lidera a mobilização por aumento real, participação nos lucros e valorização dos pisos salariais. A categoria busca reajuste acima da inflação e melhores condições de trabalho.

Bancários de todo o país fazem paralisação nacional de 24 horas nesta quinta-feira (20). A mobilização, segundo a Contraf, afeta bancos públicos e privados. Categoria cobra aumento real, PLR e valorização dos pisos.

Fábio Drummond
Fábio Drummond Repórter de segurança e justiça · 25 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Bancários paralisação nacional de 24 horas nesta quinta

Bancários de todo o país fazem paralisação nacional de 24 horas nesta quinta-feira (20). Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a mobilização deve afetar tanto bancos públicos quanto privados. A categoria reivindica aumento real de salário, valorização dos pisos, vales refeição e alimentação, participação nos lucros e resultados (PLR) e criação de um piso para os trabalhadores de tecnologia da informação (TI).

A coordenadora do Comando Nacional e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, afirmou: "Não sairemos desta campanha sem a justa valorização dos bancários, que construíram o lucro de R$ 171 bilhões dos bancos em 2025". Para ela, uma grande paralisação nesta quinta-feira (20) é fundamental para pressionar os banqueiros a apresentarem uma boa proposta na próxima negociação.

De acordo com a Contraf, os bancos não apresentaram nenhuma proposta de índice de reajuste até o momento. Está agendada para a próxima segunda-feira (24) nova reunião de negociação entre as partes.

Os bancários destacam que o patrimônio líquido do setor bancário atingiu, em 2025, o montante de R$ 1,2 trilhão. Segundo a Contraf, o lucro anual por empregado nos bancos é de R$ 438 mil. A entidade ressalta que, em 1995, os bancos privados distribuíam um percentual de PLR que chegava a alcançar 14%; em 2025, distribuíram em média apenas 5,9%.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) foi procurada, mas ainda não se manifestou.

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