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Grito dos Excluídos: atos pedem moradia e fim da violência

ResumoO Grito dos Excluídos realizou sua 32ª edição nesta segunda-feira (7), com marchas em mais de 50 cidades brasileiras. O movimento social reivindicou moradia digna e o fim da violência contra populações vulneráveis. Em São Paulo, a manifestação encerrou com missa na Catedral da Sé, reunindo ativistas e lideranças comunitárias.

Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos, com marchas em mais de 50 cidades. Em São Paulo, ato terminou com missa na Catedral da Sé.

Antônio Vilar
Antônio Vilar Repórter de economia local · 08 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Grito dos Excluídos: atos pedem moradia e fim da violência

Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos, com marchas e atos em mais de 50 cidades, em todas as regiões do país, segundo os organizadores. O lema da edição foi "Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!".

Os manifestantes reivindicaram moradia digna, reforma agrária, educação pública de qualidade, defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), enfrentamento do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres, combate ao racismo e à LGBTfobia, além do fim da escala de trabalho 6x1.

Na capital paulista, os manifestantes percorreram o centro e encerraram com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, houve café da manhã comunitário. Para a ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, uma das organizadoras, a liberdade será plena quando não houver mais pessoas em situação de rua no país. "A gente faz uso desse dia para dizer: Olha, não temos liberdade ainda, temos que avançar muito para ser um país, uma sociedade em liberdade", afirmou à Agência Brasil.

O coordenador do cursinho Educafro, Frei David Santos, pediu defesa da democracia para evitar interferência econômica nas eleições. Deuza Cordeiro de Lima foi protestar contra a violência policial; seu filho Thiago foi assassinado em janeiro de 2023, no centro da capital. "Vim como em outros anos denunciar a violência. Meu filho foi morto pela polícia, e seus assassinos estão livres", disse. Célia Souza defendeu moradia digna: "Eu vim hoje pela luta. Por moradia, que é algo cuja importância é a mais básica".

No Rio de Janeiro, o ato cruzou a Avenida Presidente Vargas, após o Desfile de Sete de Setembro. Um grupo de ativistas levou teatro à marcha, com esquetes sobre soberania e democracia, conduzido pela Escola de Teatro Popular. O pesquisador Julian Boal, filho de Augusto Boal (1931-2009), fundador do Teatro do Oprimido, explicou que a presença buscava levar mais pessoas à manifestação. "O que a nossa cena tentou fazer é recolocar a questão de qual é o peso das instituições", completou.

A defesa da moradia foi um dos gritos mais exaltados. Ricardo Pitta, coordenador do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, que mantém quatro ocupações na cidade, criticou demandas "subordinadas ao calendário eleitoral". O percurso também teve críticas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, defesa do fim da escala 6x1 (aprovada pela Câmara, aguarda Senado), fotos de vítimas da Ditadura Militar (1964-1985) e um globo cenográfico de três metros sobre o meio ambiente.

Um grupo de cerca de 15 pessoas tentou hostilizar participantes, mas policiais militares intervieram, sem confusão. O Núcleo de Ecologia Integral de Brasília apresentou carta de compromisso com ecologia integral, estruturada em quatro eixos, incluindo a proteção da Estação Ecológica de Águas Emendadas. A economista Maria do Carmo de Jesus Botafogo alertou: "O planeta está sendo destruído". A professora Altaci Kokama afirmou que o Grito consolidou-se como momento em que excluídos "têm voz e vez". manifestações políticas

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